DINHEIRO INTELIGENTE

Sua dose de caminhos para uma vida financeira tranquila e livre

Esse é um tema difícil de abordar sem tocar em feridas abertas. Mas é justamente por isso que precisa ser dito. Estamos diante de um problema que o Ocidente ajudou a criar e, sendo bem honesto, como alguém lógico, não acredito que conseguiremos resolver antes de uma quebra generalizada da economia e da qualidade de vida.

O ponto é direto: você se importa mais com dinheiro do que com sua família. E isso é um dos maiores males que vivemos no Ocidente. É também a origem de muitos dos problemas que ainda virão.

Falo isso porque vi com meus próprios olhos. Vivi no interior de Minas Gerais. Venho de uma família grande são seis tios e tias por parte de mãe. E se alguém se perguntar o que há de bom em uma família tão grande, a resposta é simples: mesmo com todas as dificuldades do interior, ter uma família numerosa diminui o sentimento de perda. Torna a vida mais leve, mais feliz.

Com o objetivo de crescer financeiramente, migrei para São Paulo. Queria ganhar dinheiro e também absorver a cultura da capital. Mas essa mesma cultura que me atraiu, hoje tento me livrar dela. Que cultura é essa? A cultura do dinheiro acima da família.

Sempre que trago esse assunto nos círculos que frequento na cidade, as reações são as mesmas: surpresa e crítica. Dizem: “Mas você já pensou no custo de ter uma família grande?

Já ouvi isso tantas vezes que hoje apenas ignoro. Porque percebi que a maioria das pessoas sequer entende que dinheiro não tem nada a ver com construir uma grande família. Esse pensamento de colocar o dinheiro acima das relações de sangue e confiança é uma das nossas maiores perdas como sociedade.

Dinheiro, no fundo, é só confiança. Mas em nossa cultura, como as relações são superficiais, precisamos de contratos para garantir que as pessoas cumpram o que prometeram. Só que... o dinheiro também não é um contrato? Estamos confiando em papéis porque deixamos de confiar uns nos outros.

Na prática, o que vejo nas grandes cidades é gente que escolheu viver assim. E que, mais cedo ou mais tarde, vai pagar o preço. Quando a velhice chegar, estarão sozinhos, cercados por bonecas e cachorros. A solidão será compensada com dinheiro, e a confiança, substituída por contratos e segurança emocional artificial. Porque desistiram de ter uma família e de pensar além do dinheiro.

Dinheiro não é o fim. É apenas um meio para algo maior. Você pode aprender isso enquanto ainda é jovem ou pode descobrir da pior forma, sozinho, quando a idade avançar. Mas pouca gente está disposta a ter essa conversa.

O que você pensa sobre isso?

Talvez eu esteja lutando sozinho por algo maior. Mas, como dizia o tio Ben no Homem-Aranha: “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.” E mesmo que esse assunto pareça chato, alguém precisa lembrar: a vida é mais do que dinheiro.

Ao mesmo tempo em que ajudo meus clientes a ganharem mais e se protegerem num tempo de incertezas, continuo acreditando que o que nos sustenta de verdade são as relações que construímos.

Família grande custa caro? Solidão custa mais.

Família grande custa caro? Solidão custa mais.

Esse é um tema difícil de abordar sem tocar em feridas abertas. Mas é justamente por isso que precisa ser dito.

6/6/2025

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